18 de maio de 2009

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS




MUSEU: SINÓNIMO DE



ARTE
CULTURA

BELEZA

TRADIÇÃO

ESTÉTICA

ANTIGUIDADE

INTEMPORAL

VERDADE

INTOCÁVEL

PINTURA

ANTIGO

RECORDAÇÃO


OBSERVAÇÃO

PATRIMÓNIO

CONHECIMENTO




















4 de maio de 2009

OBRIGADA, MÃE!



QUANDO EU NASCI,
FICOU TUDO COMO ESTAVA.
NEM HOMENS CORTARAM VEIAS,
NEM O SOL ESCURECEU,
NEM HOUVE ESTRELAS A MAIS...
SOMENTE,
ESQUECIDA DAS DORES,
A MINHA MÃE SORRIU E AGRADECEU.
QUANDO NASCI,
NÃO HOUVE NADA DE NOVO
SENÃO EU.
AS NUVENS NÃO SE ESPANTARAM,
NÃO ENLOUQUECEU NINGUÉM...
PRA QUE O DIA FOSSE ENORME,
BASTAVA
TODA A TERNURA QUE OLHAVA
NOS OLHOS DE MINHA MÃE...
(Sebastião da Gama)
















29 de abril de 2009

DE QUE MATÉRIA SÃO FEITAS AS MÃES?



DE QUE MATÉRIA SÃO FEITAS AS MÃES?
AS MÃES SÃO FEITAS DE TUDO
SÃO PEDAÇOS DE SOFRIMENTO
DOR
RESIGNAÇÃO
VONTADE
FIRMEZA
CORAGEM
VERDADE.
AS MÃES SÃO FEITAS DE AMOR
RECHEADAS DE CARINHO
E MUITA PACIÊNCIA.
AS MÃES SÃO FEITAS
DE UMA MATÉRIA ESPECIAL:
SÃO ÚNICAS E INFINITAS
MÃES SÃO PARA SEMPRE.















23 de abril de 2009

1O RAZÕES PARA ESCREVER PARA CRIANÇAS SEGUNDO ISAAC BASHEVIS SINGER, NOBEL DE 1978






10 RAZÕES PARA ESCREVER PARA CRIANÇAS, SEGUNDO ISAAC BASHEVIS SINGER, NOBEL DE 1978



  1. AS CRIANÇAS LÊEM LIVROS E NÃO RESENHAS.ELAS NÃO DÃO A MÍNIMA IMPORTÂNCIA À CRÍTICA.

  2. AS CRIANÇAS NÃO LÊEM PARA ENCONTRAR A SUA IDENTIDADE.

  3. ELAS NÃO LÊEM PARA SE VEREM LIVRES DE CULPA, PARA SACIAR A SUA SEDE DE REBELIÃO, OU PARA DESEMBARAÇAR DE ALIENAÇÃO.

  4. ELAS NÃO VÊEM UTILIDADE NA PSICOLOGIA.

  5. ELAS DETESTAM SOCIOLOGIA.

  6. ELAS NÃO TENTAM ENTENDER KAFKA OU CAMÕES.

  7. ELAS AINDA CRÊEM EM DEUS, NA FAMÍLIA, AMIGOS, DEMÓNIOS, BRUXAS, GNOMOS, LÓGICA, CLARIDADE, PONTUAÇÃO E OUTRAS COISAS OBSOLETAS.
  8. ELAS AMAM ESTÓRIAS INTERESSANTES, NÃO COMENTÁRIOS, GUIAS OU NOTAS DE RODAPÉ.

  9. QUANDO UM LIVRO É CHATO, ELAS BOCEJAM DESCARADAMENTE, SEM QUALQUER VERGONHA OU MEDO DA AUTORIDADE.

  10. ELAS NÃO ESPERAM QUE SEU BEM AMADO ESCRITOR REDIMA A HUMANIDADE. JOVENS COMO SÃO, ELAS SABEM QUE ISTO NÃO ESTÁ SOB O PODER DELE. APENAS ADULTOS POSSUEM TAIS ILUSÕES INFANTIS.
























LIVRODEPENDENTE


DESCOBRE SE ÉS LIVRODEPENDENTE.

AQUI ESTÃO OS SINTOMAS:

  • Sentir uma vontade irreprimível de entrar em todas as livrarias.
  • Ter vontade de comprar todos os livros expostos.
  • Dificuldade em decidir que livros não comprar desta vez.
  • Preferir um livro à novela das nove.
  • Ler dois ou mais livros ao mesmo tempo.
  • Ter sempre, no mínimo, meia duzia de livros à mão.
  • Reler os livros preferidos como se fosse a primeira vez.
  • Ler as contracapas dos livros que de certeza não vou comprar.
  • Saltitar as páginas à procura das passagens mais apetecíveis.
  • Decorar os títulos dos livros do top de vendas.
  • Pesquisar novos livros dia sim dia sim.
  • Emocionar-se com a descoberta de um autor.
  • Dificuldade em aceitar que o livro chegou ao fim.
  • Não conseguir pousar o livro sem antes terminar o capítulo.
  • Acordar com o nome do livro que ontem me recomenderam.
  • Continuar a ler o livro apesar de este estar fechado.
  • Levar o livro para todos os lados.
  • Tratar os livros com se fossem tesouros.
  • Considerar o livro o depositário de todas as tristezas e a sementeira dos sonhos esquecidos.











O nosso saber, a nossa escolaridade, a nossa carreira, a nossa vida social, são uma coisa. A nossa intimidade de leitor, a nossa cultura, são outra.
É importante que se fabriquem bacharéis, licenciados, professores (...), a sociedade precisa deles, isso não se discute... mas é essencial abrir a todos as páginas de todos os livros.

(Daniel Pennac)








A PALAVRA É UMA PEDRA


NO PRÉDIO DESTA PAISAGEM


DEITO CIMENTO


AMASSO


E O MEU PENSAMENTO


CONSTRÓI


O ARRANHA-CÉUS


DA LINGUAGEM.


(José Alberto Marques)












AS LETRAS ALIMENTAM A ALMA,

RECTIFICAM-NA,

CONSOLAM-NA.


(Voltaire)




É no berço que se aprende a amar a leitura.

É através de lengalengas, de poesia de raiz popular, dos contos tradicionais, que conseguimos captar as crianças para a magia das palavras.

É através da leitura em voz alta que os nossos filhos se tornam bons leitores, porque lá diz Pennac "O VERBO LER COMO O VERBO AMAR OU O VERBO SONHAR NÃO SUPORTAM O IMPERATIVO."


(Alice Vieira)




HÁ QUEM PREFIRA

UM FILME

A UM LIVRO,

MAS EU NÃO.

NÃO CABE EM NENHUM FILME

DO MUNDO

O QUE EXISTE

DENTRO DE UM LIVRO.






10 UTILIDADES PARA OS LIVROS


  1. Enfeitar estantes.
  2. Secar flores.
  3. Presentear um "amigo".
  4. Esconderijo secreto.
  5. Conquistar alguém.
  6. Sentar os miúdos.
  7. Chegar ao armário das bolachas.
  8. Servir de calço para a mesa oferecida pela sogra.
  9. Arma secreta.
  10. Plagiar as frases mais brilhantes.

Neste dia em que se fala de livros e de leitura, não poderia deixar de fazer uma pequena e modesta reflexão sobre o tema.

Uma vez que vivo cercada de livros, convívo com livros, leio livros, interpreto livros, recomendo livros, enfim, RESPIRO LIVROS, pergunto muitas vezes o porquê de os mais jovens, não gostarem de ler. Quando me respondem : "Porque é chato."; "Porque faz mal aos olhos."; "Porque me obrigam a ler livros que não gosto."; "Porque não gosto de livros.", tento conter-me para não deixar transparecer a minha indignação total e não ser considerada uma peça de museu em pleno século das novas tecnologias da informação. Para se saber do que se gosta e, principalmente do que não se gosta, é preciso LER! É fundamental ter uma mente aberta e deixar que os livros nos conquistem pouco a pouco, página a página, estória a estória, autor a autor...até sentir que não podemos respirar sem livros (isto, claro, num estágio de livrodependente declarado e inteiramente assumido!!).

Ao contrário do que se pensa, os livros não são para ser lidos da mesma maneira, ou da maneira que os outros querem. O leitor tem a liberdade de saltar páginas, seleccionar capítulos, voltar atrás as vezes que quiser, saborear ao seu ritmo e, principalmente, a seu gosto o livro que lhe apetecer ler, ou que lhe for oferecido a ler.

Podemos ler por diversas razões: para informação e estudo; por obrigação; por opção; por engano; por gosto; por vício...para nos evadirmos de nós próprios; para nos encontrarmos; para nos reencontrarmos; para reinventarmos o outro ou a nós próprios; para sermos senhores da nossa própria vontade: vontade de imaginar e viver uma estória que alguém escreveu só para nós.

Termino com um conselho: da próxíma vez que tiverem vontade de dizer: "Eu não gosto desse livro!", digam antes:"SERÁ QUE ESTE LIVRO GOSTA DE MIM?"







21 de março de 2009

FERNANDO PESSOA

YouTube - Fernando Pessoa

NA PRIMEIRA PESSOA

O Meu Carácter - Fernando Pessoa - Citador

O Problema da Sinceridade do Poeta - Fernando Pessoa - Citador

O Problema da Sinceridade do Poeta - Fernando Pessoa - Citador

AQUI NO POETA OU POETA ME APRESENTO


AUTOPSICOGRAFIA ( Fernando Pessoa)
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
na dor lida sentem bem,
não as duas que ele teve,
mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
gira , a entreter a razão,
esse comboio de corda
que se chama o coração.

ISTO (Fernando Pessoa)

Dizem que finjo ou minto

tudo que escrevo. Não.

Eu simplesmente sinto

com a imaginação

não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,

o que me falha ou finda,

é como um terraço

sobre outra coisa ainda.

Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio

do que não está ao pé,

livre do meu enleio,

sério do que não é.

Sentir! Sinta quem lê!

SER POETA (Florbela Espanca)

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

do que os homnes! Morder como quem beija!

É ser mendigo e dar como quem seja

Rei do Reino de Áquem e de Álem Dor!

É ter mil desejos e o esplendor

e não saber se quer o que se deseja.

É ter cá dentro um astro que flameja,

é ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de infinito!

Por elmo, as manhãs de oiro e cetim...

É condensar o mundo num só grito!

E, é amar-te, assim, perdidamente...

E seres alma, e sangue, e vida em mim

E dizê-lo cantando a toda a gente!

PERDIGÃO PERDEU A PENA (Luís Vaz de Camões)

Perdigão perdeu a pena

não há mal que não lhe venha.

Perdigão que o pensamento

subiu a um alto lugar,

perde a pena de voar,

ganha a pena do tormento.

Não tem no ar nem no vento

asas com que se sustente;

não há mal que lhe não venha.

Quis voar a uma alta torre

mas achou-se desasado;

e vendo-se depenado,

de puro penado morre.

CHEGOU A PRIMAVERA!

Vamos ver, pé antepé, em silêncio, com cautela. Quem será? Afastamos a cortina da janela e que espanto, quase susto! Do outro lado do vidro, um espectáculo colossal: é o sol, o brilho e o céu; são as flores e as ervas verdes; é um bando de andorinhas que esvoaçam como loucas.
- Meu Deus, mas o que é isto?! - dizes tu, toda confusa.
- É a Primavera que já veio. - digo, toda contente.
- A prima quê?! - não sabias de tal prima.
- Não é prima; é a Primavera.
Abrimos a porta ao tempo novo que voltou. Mais um ano que renasce.
Primavera...Primavera...Primavera.
(Conceição Marques)








RECADO DE PRIMAVERA


















A PRIMAVERA É ASSIM

Olha, olha aquela andorinha
como ela voa airosa!
Passou junto a uma rosa
para acariciar uma borboleta
que nessa rosa estava poisada.
Olha, olha aquele malmequer
que estende os seus braços brancos
prontos a dar a saber quem as quer.
As abelhas vão beijando as flores
nesta estação dos amores
que agora vem de começar.
Dois corações que se adoram
quatro lábios que se devoram.
Que querem?
Primavera é assim!
(A. Fonseca)








VIVA A POESIA


RETRATOS E PALAVRAS

"Escrever é esquecer .
A literatura é a maneira mais agradável
de ignorar a vida.
Um poema é a expressão de ideias
ou de sentimentos
duma linguagem que ninguém emprega,
pois ninguém fala em verso."
( Fernando Pessoa)


"Escrever é comover
para desconvocar a angústia
e aligeirar o medo...
Ama-se a palavra
usa-se a escrita
despertam-se
as coisas do silêncio
em que foram criadas."
(Agustina Bessa-Luís)





























17 de março de 2009

OS MOTIVOS PARA DIZER P.S.

NegritoOs motivos para dizer P.S.:

Amo-te!


Tenho saudades tuas!


Não te esqueças de mim!


Escreve depressa.


Consegui o emprego!

Estás sempre comigo!


Volta logo!


Tem cuidado!


Já li o livro que me ofereceste. Adorei!

Traz-me chocolates!



...













16 de março de 2009

Há livros que nos tocam...

Há livros que nos tocam
como se tivessem mãos.
Há livros que gritam o nosso nome.
Há livros que se tornam nossos confidentes
e partilham connosco segredos.
Há livros que são os depositários das nossas tristezas
e conseguem chegar à nossa alma.
Há livros que partem à aventura
levando-nos como companhia.
Há livros que nos escolhem
para serem lidos.
Há livros que repetem
o prazer da viagem.
Um de muitos foi : "Chocolate" de Joanne Harris.
E o(s) teu(s)?













11 de março de 2009

UMA HISTÓRIA COM PALAVRAS, António Fanha

Era uma vez um livro de histórias cheio de letras como todos os livros. estava guardado na prateleira de uma estante, num armário ao fundo de uma casa e há muito tempo que ninguém lhe pegava para o folhear e o ler.
As palavras estavam para ali muito alinhadinhas mas fartas de estar fechadas nas páginas do livro, sem ninguém que as lesse e as dissesse em voz alto, e lhes permitisse espreguiçarem-se e darem uma voltinha para estender as pernas.
Não é de admirar que um dia, as letras que formavam a palavra borboleta tenham começado a tremelicar, a chocar umas com as outras e, de repente, a palavra borboleta tenha saído do livro a voar.
Atrás dela seguiu a palavra foguetão que não quis ficar para trás e, num instante, entrou em órbita.
Entusiasmada, a palavra canguru saltou de página em página até saltar também do livro para fora.
E muitas outras palavras seguiram este estranho exemplo.
A palavra cavalo lá se foi, naturalmente, a galope. A palavra fervura ferveu e desapareceu numa nuvem de vapor no ar. A palavra gelado derreteu-se. A palavra sapato disse que precisava de umas meias solas e pôs-se a andar.
Cada palavra lá foi andando da maneira que pôde. Mesmo palvras pesads como gordo, ou lentas como caracol, com maior ou menor dificuldade, acabaram por escapar do livro. E foi assim que, a pouco e pouco, as páginas foram ficando em branco e o livro vazio e sem histórias para contar.
No meio daquelas páginas todas só tinha ficado a palavra lápis que se sentiu muito triste ao ver-se ali sozinha.
Por isso, pôs-se a inventar uma história e começou a escrevê-la cheia de palavras redondas, quadradas e bicudas, umas mais magrinhas, outras barrigudas.
E escreveu palavras e palavras a rodo e, assim, acabou por encher de novo o livro todo.